Quem é João Chaves Melchior, ex-policial preso em Paulínia em megaoperação contra esquema bilionário do PCC

  • 28/08/2025
(Foto: Reprodução)
Megaoperação mira esquema bilionário do PCC no setor de combustíveis na região de Campinas O ex-policial civil João Chaves Melchior foi preso em casa, na manhã desta quinta-feira (28), em Paulínia (SP), na megaoperação para desmantelar esquemas de lavagem de dinheiro e fraudes fiscais do PCC ligados ao setor de combustíveis. De acordo com a Polícia Federal, com ele foram apreendidos documentos, dois carros e uma motocicleta. O g1 não localizou a defesa dele. No Portal da Transparência da Polícia Civil, João Chaves Melchior aparece como investigador 2ª classe com salário bruto de R$ 8.060,19. Em julho, teria recebido R$ 3.908,98 líquidos. O g1 apurou que ele não está em atuação. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias da região em tempo real e de graça Homenageado pela Câmara há 20 anos Ex-policial é preso em Paulínia em megaoperação contra esquema bilionário do PCC André Rosa/EPTV Enquanto atuava como investigador da Polícia Civil de Paulínia, João Chaves Melchior recebeu uma moção de congratulações da Câmara Municipal por participar da ação que levou à prisão de integrantes da quadrilha que invadiu a casa do então vereador Amauri Pértile. A homenagem ocorreu em junho de 2005. "Assim sendo, tenho a satisfação de apresentar a presente MOÇÃO de congratulações à Polícia Civil e à Guarda Municipal de Paulínia, pelo sucesso alcançado nas investigações desenvolvidas na elucidação do assalto perpetrado por uma quadrilha de marginais à residência da família do Vereador Amauri Pértile, demonstrando que Paulínia pode sentir-se orgulhosa dos homens que trabalham pela segurança da população, os quais têm promovido com eficiência e profissionalismo incomuns a defesa da população paulinense", dizia o texto. Uma notificação publicada no Diário Oficial do Estado de 7 de março de 2024 aponta que João Melchior foi alvo de um Processo Administrativo Disciplinar que corria na Corregedoria da Polícia Civil de Campinas. O g1 questionou a Secretaria de Segurança Pública sobre o processo administrativo e solicitou posicionamento sobre a prisão do ex-policial. A reportagem será atualizada assim que houver retorno da secretaria. Na região, uma fintech de Campinas (SP), localizada no Jardim Madalena, também foi alvo da ação. Alvos na região Segundo a Receita Federal, a megaoperação mira 16 alvos em seis cidades das regiões de Campinas e Piracicaba (SP).Os mandados são cumpridos nos municípios de Campinas, Cosmópolis (SP), Paulínia (SP), Piracicaba, Rio das Pedras (SP) e Santa Bárbara d'oeste (SP). Confira abaixo. Alvos da megaoperação na região A megaoperação acontece em São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina. As autoridades fazendárias estimam que o esquema criminoso sonegou mais de R$ 7,6 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais. Segundo as investigações, mais de 350 alvos são suspeitos da prática de crimes contra a ordem econômica, adulteração de combustíveis, crimes ambientais, lavagem de dinheiro, fraude fiscal e estelionato em todo o país. De acordo com a Polícia Federal, com o ex-policial foram apreendidos documentos, dois carros e uma motocicleta. André Rosa/EPTV Funcionamento do esquema De acordo com a força-tarefa, um dos principais eixos da fraude investigada passa pela importação irregular de metanol. O produto, que chega ao país pelo Porto de Paranaguá (PR), não é entregue aos destinatários indicados nas notas fiscais. Em vez disso, é desviado e transportado clandestinamente, com documentação fraudulenta e em desacordo com normas de segurança, colocando em risco motoristas, pedestres e o meio ambiente. O metanol, altamente inflamável e tóxico, é direcionado a postos e distribuidoras, nos quais é utilizado para adulterar combustíveis, gerando lucros bilionários à organização criminosa. Os investigadores identificaram mais de 300 postos de combustíveis do país que atuam nessas fraudes. Segundo eles, consumidores estariam pagando por volumes inferiores ao informado pelas bombas (fraude quantitativa) ou por combustíveis adulterados fora das especificações técnicas exigidas pela ANP (fraude qualitativa). Proprietários de postos de gasolina que venderam seus estabelecimentos comerciais para a rede criminosa também não receberam os valores da transação e foram ameaçados de morte, caso fizessem qualquer tipo de cobrança. Veja como funcionava o esquema bilionário do PCC no setor de combustíveis no país LEIA MAIS PCC estava em todo o setor de produção de cana-de-açúcar e obrigava empresários a venderem propriedades, diz MP Fintechs criminosas As transações financeiras do grupo criminoso transitam por fintechs controladas pelo crime organizado, cujo portfólio de clientes é formado majoritariamente por empresas do setor. De acordo com os responsáveis pela investigação, a escolha por uma instituição de pagamento – em vez de bancos tradicionais – busca dificultar o rastreamento dos recursos. As fintechs operavam com contabilidade paralela, permitindo transferências entre empresas e pessoas físicas sem que os beneficiários finais fossem identificados. Além das medidas de natureza criminal, o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos do Estado de São Paulo (CIRA/SP) adotará providências judiciais para bloquear bens suficientes para recuperar o tributo sonegado, cujo montante atualizado é estimado em R$ 7.672.938.883,21. Operação no país A ação é integrada por membros do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Ministério Público Federal (MPF) - por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), das Polícia Federal, das Civil e Militar de São Paulo. Órgãos como a Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, Agência Nacional do Petróleo (ANP) e Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE/SP) - por meio do Grupo de Atuação Especial para Recuperação Fiscal (GAERFIS) – também participam da mega-operação. “A organização criminosa PCC está associada a uma rede de organizações criminosas, cujos vínculos são estabelecidos de forma permanente ou eventual, e convergente, de modo a assegurar a efetividade das atividades econômicas ilícitas, notadamente por meio da sua inserção na economia formal, como é o setor de combustível e o sistema financeiro”, dizem os membros do MP-SP. Megaoperação para combater esquema bilionário do PCC no setor de combustíveis cumpre mandados na região Receita Federal VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

FONTE: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2025/08/28/ex-policial-e-preso-em-paulinia-em-megaoperacao-contra-esquema-bilionario-do-pcc-fintech-de-campinas-tambem-e-alvo.ghtml


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